Deslocalização da produção de medicamentos na Europa deixa doentes em risco, segundo relatório da TEVA

  • Dependência da China e da Índia para os princípios ativos necessários no fabrico de medicamentos agrava-se com a crise energética e a inflação
  • Europa é instada a tomar medidas urgentes e sustentáveis para salvaguardar o fornecimento de medicamentos essenciais aos doentes.

O fabrico de medicamentos na Europa enfrenta uma crise. Nos últimos 10 a 15 anos, a produção europeia de medicamentos essenciais foi deslocalizada para mercados de baixo custo como a China e a Índia.

Um novo relatório da TEVA intitulado “Addressing Europe's Medicine Exodus”, apela aos decisores políticos para garantirem um fornecimento mais seguro e fiável de medicamentos essenciais aos cidadãos da UE, reduzindo a dependência dos mercados asiáticos. O documento examina os fatores que levaram à deslocalização do fabrico de medicamentos do continente europeu, e oferece recomendações para reforçar a resiliência da indústria farmacêutica na Europa.

O relatório salienta que “existe o risco que os fornecedores distantes e as longas cadeias de abastecimento” - enfraquecidas por conflitos e pressões como a inflação - “possam comprometer o fornecimento seguro de medicamentos essenciais a doentes europeus”.

Com a redução da capacidade de fabrico, “a Europa pode não ser capaz de garantir um fornecimento fiável dos medicamentos necessários, a par de uma procura crescente.”Os seus sistemas de saúde poderão tornar-se quase inteiramente dependentes da China e de outros mercados, com a diminuição do controlo que isso implica.

Segundo o relatório, esta situação enfraqueceu a diversidade de medicamentos essenciais na Europa e, portanto, a segurança - sendo os antibióticos e o paracetamol um caso flagrante. Com efeito, esta mudança reduziu a capacidade da Europa de fornecer medicamentos essenciais aos doentes em momentos de maior necessidade. A COVID-19 evidenciou esta preocupante tendência.

Por isso a TEVA apela à ação: um fornecimento mais seguro dos medicamentos essenciais dos quais milhões de doentes na UE dependem diariamente, e insta os decisores políticos nacionais e da UE para que apoiem a indústria europeia no fabrico de medicamentos essenciais.

Marta González, diretora geral da TEVA Portugal, salienta a importância do apoio dos legisladores nacionais: "A deslocalização da produção de medicamentos da Europa para os mercados emergentes deixou os doentes europeus vulneráveis. Agora é o momento de apoiar a produção europeia de medicamentos - e as suas cadeias de abastecimento - enquanto ainda podemos. Por isso apelamos aos legisladores nacionais e da UE que se comprometam a adotar uma série de medidas concretas destinadas a assegurar o fabrico europeu, colocando a indústria numa base mais segura para melhorar os resultados dos pacientes. 

"Com o elevado preço da energia a aumentar o custo dos produtos, a questão que se coloca é até que ponto se pode permitir que o fabrico destes medicamentos essenciais não seja afetado antes que seja demasiado tarde. A pandemia evidenciou a fragilidade do setor farmacêutico europeu quando as fronteiras e as fábricas no estrangeiro foram encerradas. E agora, as crises energética e económica, são um novo sinal de alerta.” Marta González também comentou.

Enquanto fabricante mundial de medicamentos essenciais, a TEVA possui uma das maiores infraestruturas de produção na Europa: 28 fábricas, 19.000 empregados, que são responsáveis pela produção de 96% dos medicamentos que a empresa comercializa no continente europeu. Atualmente, a farmacêutica está a construir uma unidade de produção biotecnológica de última geração, em Ulm, na Alemanha. O investimento ronda os mil milhões de dólares para apoiar os produtos e o portfólio de inovação da empresa. A nova unidade dará emprego a 300 pessoas e contribuirá significativamente para o fabrico de produtos biofarmacêuticos da TEVA.

Addressing Europe's Medicine Exodus

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